Pesquisa avança na conservação e produção de butiá no Rio Grande do Sul

Estudo analisa sementes e frutos de espécies nativas para ampliar cultivo e uso sustentável



Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, concluíram mais uma etapa importante de estudos voltados ao butiá no Rio Grande do Sul. Após três meses de trabalho, foram finalizadas as fases de coleta e processamento dos frutos colhidos em diferentes regiões do estado.

O material coletado passou por análise no Laboratório de Tecnologia de Sementes, em Porto Alegre, onde os frutos foram pesados, medidos e despolpados. O objetivo é avaliar a produtividade e o rendimento da polpa, além de gerar dados que contribuam para a conservação das espécies nativas.

De acordo com os pesquisadores, o estudo busca fortalecer o uso sustentável do butiazeiro, ampliando o conhecimento sobre as diferentes espécies do gênero e incentivando tanto a preservação quanto o aproveitamento econômico desses recursos naturais.

A partir das sementes coletadas e identificadas em campo, os técnicos trabalham no aprimoramento de técnicas que acelerem a germinação, facilitando a produção de mudas. Essas plantas poderão ser utilizadas tanto na formação de pomares produtivos quanto na recuperação de áreas naturais, especialmente aquelas com espécies ameaçadas.

A próxima etapa da pesquisa inclui análises químicas mais detalhadas, que serão realizadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os testes irão avaliar características como doçura, acidez, pH, além da presença de antioxidantes e vitaminas nos frutos.

O projeto também realizou a coleta de diversas espécies de butiazeiros em municípios gaúchos, abrangendo uma ampla diversidade genética. A iniciativa, com duração prevista de três anos, está concluindo seu primeiro ciclo e conta com financiamento oriundo de recursos ambientais destinados à reposição florestal obrigatória.

A expectativa é que os resultados contribuam para o fortalecimento da cadeia produtiva do butiá, aliando preservação ambiental, pesquisa científica e geração de renda para comunidades locais.

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