A Google DeepMind anunciou a contratação do filósofo Henry Shevlin para um cargo inédito dentro da empresa: o de “filósofo”. A função será voltada para questões complexas envolvendo consciência artificial, ética tecnológica e o futuro da relação entre humanos e máquinas.
Atualmente vinculado à Universidade de Cambridge, Shevlin iniciará suas atividades em maio, mantendo parte de suas pesquisas acadêmicas. Ele é reconhecido por seus estudos sobre consciência artificial e os impactos sociais do avanço da inteligência artificial.
A criação do cargo reflete uma mudança no setor tecnológico, que passa a incorporar especialistas das ciências humanas para lidar com desafios que vão além do desenvolvimento técnico. Entre as atribuições do novo posto estão investigar se sistemas de IA podem desenvolver algum tipo de consciência, entender como será a interação entre humanos e máquinas avançadas e antecipar riscos relacionados à chamada inteligência artificial geral.
Segundo o próprio pesquisador, atuar dentro de um dos principais centros de pesquisa em IA do mundo permitirá aprofundar, com mais recursos, debates que já vêm sendo discutidos no meio acadêmico há anos.
A iniciativa também chama atenção por indicar que o futuro da inteligência artificial não dependerá apenas de avanços tecnológicos, mas também de reflexões éticas e filosóficas sobre o papel dessas ferramentas na sociedade.





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