Haddad prevê queda consistente da taxa de juros a partir do próximo ano

Ministro da Fazenda afirma que melhora no resultado fiscal nominal e dados econômicos sustentam perspectiva de redução da Selic



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (31) que a taxa de juros no Brasil deve começar a cair de forma consistente e sustentável, apoiando uma melhora no resultado fiscal nominal, que impacta diretamente a dívida pública.

Durante seminário promovido pelo BTG Pactual, Haddad explicou que o caminho para cortes na taxa básica de juros (Selic) está sendo pavimentado por dados de inflação mais favoráveis e pelo fortalecimento do real. “As coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem”, disse o ministro.

“Eu acho que o juro vai começar a cair, e vai cair, na minha opinião, de forma consistente, de forma sustentável. Então esses números do nominal vão se alterar, e eles vão se alterar para melhor”, acrescentou Haddad.

Na semana passada, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas, e projetou a permanência dos juros nesse nível por um período prolongado, destacando a questão fiscal como ponto de atenção.

O resultado nominal do setor público, que inclui os gastos com juros da dívida, apresentou déficit de R$ 968,5 bilhões nos 12 meses encerrados em julho. No mesmo período, o gasto do governo com juros chegou a R$ 941,2 bilhões, acima dos R$ 869,8 bilhões do ano anterior.

Haddad ressaltou que o nível elevado de juros no Brasil não se explica apenas por questões fiscais, embora o tema seja relevante para a política monetária.

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