O Rio Grande do Sul reafirmou seu protagonismo no cenário nacional da olivicultura nesta sexta-feira (17), durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, na Região Metropolitana. O evento, sediado na Azeite Milonga, projetou um horizonte otimista para o setor: a expectativa é que a safra atual atinja 800 mil litros, consolidando o Estado como o principal produtor de azeite de oliva do país.
Hoje, a cadeia produtiva gaúcha abrange mais de 100 municípios, contando com 6,5 mil hectares cultivados e cerca de 350 produtores dedicados. Para o governador Eduardo Leite, a olivicultura deixou de ser apenas uma alternativa agrícola para se tornar uma agenda estratégica de desenvolvimento econômico.
“Estamos estruturando uma política que transforma vocação em valor. Ao integrar produção, ciência e mercado, posicionamos o Rio Grande do Sul de forma competitiva. A cadeia da oliva não gera apenas o azeite; ela impulsiona o turismo, atrai investimentos e cria novas oportunidades para o desenvolvimento regional”, afirmou Leite.
O sucesso da safra gaúcha não se resume ao volume. O coordenador do Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva), Paulo Lipp, ressaltou que o trabalho dos produtores resultou em uma recuperação expressiva em relação aos anos anteriores. O segredo da excelência, segundo Lipp, reside no processo rigoroso: a colheita precoce — quando a azeitona ainda está verde — e a agilidade na extração, que ocorre em menos de 24 horas após a colheita. Esse método garante a baixa acidez e preserva as características sensoriais que tornam o extravirgem gaúcho um produto de alta qualidade.
O vice-governador Gabriel Souza reforçou o apoio do Estado, citando políticas como o Pró-Oliva e a Rota das Oliveiras, que busca integrar a produção à cadeia turística. “O produtor e a cultura da oliva demandam apoio constante. Temos o selo premium para certificar a qualidade, mas nosso objetivo é integrar ainda mais o setor ao turismo, gerando emprego e renda em todas as regiões produtoras”, destacou.
O evento também marcou um passo importante para a sustentabilidade e a competitividade do setor: a assinatura de um protocolo de intenções para a criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa visa unir governo, universidades e setor produtivo para fomentar a transferência de tecnologia e a formação de mão de obra qualificada.
Com foco em variedades como Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Picual, o Rio Grande do Sul não apenas lidera o mercado atual, mas prepara o terreno para o futuro. A meta é clara: acompanhar a expansão do mercado nacional, que projeta alcançar 1 milhão de litros produzidos até 2026, transformando cada gota de azeite em um símbolo da eficiência do campo gaúcho.





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