Oposição quer renovar o CRC-RS e defender protagonismo do contador na gestão pública e privada

Chapa 2, liderada por Loni Maleitzke, propõe mudanças no Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul e defende mais transparência, valorização e participação dos profissionais da área



O contador precisa ser protagonista, e não coadjuvante na gestão. Este é o principal recado da chapa de oposição que disputa a eleição para o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS), marcada para o próximo dia 13 de novembro.

O pleito promete movimentar a categoria e pode marcar uma renovação inédita na composição do conselho, tradicionalmente comandado pelos mesmos grupos há décadas. A disputa coloca frente a frente profissionais que defendem continuidade e os que buscam arejar e democratizar a gestão da entidade.

Somos 36 mil profissionais no Rio Grande do Sul. Precisamos de renovação pelo bem do exercício profissional e pelo impacto que estes profissionais têm na economia e para toda a sociedade, afirma Loni Maleitzke, candidata da Chapa 2.

Uma das bandeiras centrais da oposição é reposicionar o contador como um agente estratégico dentro das empresas e órgãos públicos, destacando sua importância na tomada de decisões financeiras e administrativas.

O contador é peça-chave no sucesso de uma empresa e também na eficiência das instituições públicas. Ele enxerga os números que traduzem a saúde financeira do empreendimento e orienta os gestores sobre o rumo das finanças. Isso é crucial para decisões que determinam o futuro de qualquer negócio, explica Loni.

A candidata também propõe maior transparência na atuação do CRC-RS e ampliação da participação dos profissionais nas decisões da entidade. Segundo ela, o objetivo é fortalecer a representatividade da categoria, incentivar a formação continuada e promover uma gestão mais moderna e participativa.

O contador é quem ajuda o gestor a lidar com a complexidade da carga tributária e com a insegurança jurídica provocada pelas constantes mudanças fiscais e trabalhistas. Relegar esse profissional a um papel secundário é um risco que pode comprometer o futuro de qualquer empresa, alerta Loni.

Outro ponto defendido pela candidata é a necessidade de evitar a perpetuação de grupos no comando do conselho, o que, segundo ela, pode abrir espaço para influências partidárias e interesses alheios à valorização da profissão.

Renovar o conselho é garantir que ele não seja dominado por um mesmo grupo e que volte seu foco para o verdadeiro objetivo: valorizar e qualificar os contadores e técnicos de contabilidade, reforça.

Loni também defende ações mais rigorosas de fiscalização contra o exercício ilegal da profissão, políticas de bem-estar para reduzir o estresse dos contadores e iniciativas de qualificação contínua, acompanhando as transformações tecnológicas e regulatórias do setor.

É um momento decisivo para a categoria no Estado. Esta eleição pode abrir um novo horizonte para os contadores e técnicos, além de fortalecer a imagem do profissional perante a sociedade, conclui Loni Maleitzke.

Comentários

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nós reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.

Seja o primeiro a comentar!

Deixe um comentário