Uma das construções históricas mais emblemáticas da capital italiana, a Torre dei Conti, desabou na manhã desta segunda-feira (3), provocando pânico entre moradores e turistas que passavam pela movimentada Via dei Fori Imperiali, avenida que liga a Piazza Venezia ao Coliseu.
A torre, com 29 metros de altura, fazia parte do conjunto de fortificações medievais erguidas no século XIII pela poderosa família Conti di Segni, tradicional na história de Roma. Testemunhas relataram um forte estrondo seguido por uma nuvem de poeira que se espalhou rapidamente pela região.
Equipes de emergência chegaram ao local em poucos minutos. O Corpo de Bombeiros informou que houve parte do desmoronamento total da estrutura, que estava em processo de restauração nos últimos anos. Até o momento, não há confirmação de vítimas fatais, mas pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, incluindo dois turistas franceses e um trabalhador da obra.
Autoridades italianas isolaram toda a área e iniciaram uma investigação para apurar as causas do colapso. A hipótese inicial aponta para falhas estruturais agravadas por infiltrações e desgaste do material original, mas especialistas não descartam o impacto de recentes chuvas intensas sobre o edifício histórico.
O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, classificou o episódio como uma “tragédia para o patrimônio histórico da cidade” e prometeu uma investigação rigorosa. “A Torre dei Conti era um símbolo da nossa história medieval. Vamos apurar todas as responsabilidades”, declarou em entrevista coletiva.
A Via dei Fori Imperiali, uma das principais avenidas turísticas de Roma, foi totalmente interditada, e o trânsito foi desviado para vias secundárias. O Ministério da Cultura da Itália também enviou especialistas em restauração e arqueologia para avaliar os danos e o possível resgate de fragmentos históricos.
Erguida em 1238 e parcialmente destruída por terremotos ao longo dos séculos, a Torre dei Conti era uma das últimas testemunhas da Roma medieval, contrastando com os monumentos da Antiguidade ao seu redor. O colapso representa uma perda incalculável para o patrimônio arquitetônico italiano.





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