O humor mexicano perdeu, nesta terça-feira (21), um de seus nomes mais talentosos. Ricardo de Pascual, rosto familiar para gerações de brasileiros, faleceu aos 86 anos. Embora muitos pudessem não recordar o nome de imediato, sua presença era constante no imaginário popular, graças às atuações marcantes nas séries de Roberto Gómez Bolaños, que atravessaram décadas conquistando o público ao redor do mundo.
Quem acompanhou as peripécias na vila do Chaves certamente se lembra do icônico “Seu Furtado”, o personagem que trazia confusão ao cenário, ou do Sr. Calvillo, o empresário determinado a comprar a vila. O ator também brilhou como o Soneca, na clássica saga da Branca de Neve em Chapolin. Ele era o arquétipo do grande coadjuvante: aquele profissional que entrava em cena e elevava a qualidade do quadro, garantindo a precisão cômica que fazia a engrenagem do humor funcionar com maestria.
Legado de 65 anos
Com uma carreira sólida de 65 anos dedicada ao teatro, cinema e televisão, Ricardo foi muito além das produções de Chespirito. Foi um nome respeitado na dramaturgia mexicana, com passagens por programas como Anabel e Vecinos, tendo como seu último trabalho o elenco da série Tomy Zombie. A Associação Nacional de Atores (ANDA) confirmou o falecimento, mas não detalhou a causa da morte.
Em outubro do ano passado, o ator compartilhou com o público sua batalha contra a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), agravada pelo tabagismo em sua juventude. “Aprendi a fumar com uma peça de teatro e o hábito ficou”, desabafou na época à jornalista Matilde Obregón, mostrando a transparência que sempre teve com seus fãs.
Ricardo de Pascual pode ter partido, mas seu legado permanece imortal. Enquanto houver uma reprise na televisão ou um episódio disponível em plataformas de streaming, o “Seu Furtado”, o Sr. Calvillo e todos os seus outros personagens continuarão vivos, mantendo viva a história de um artista que fez da alegria sua missão de vida.




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