A Light intensificou, ao longo do mês de março, as ações de fiscalização contra fraudes e furtos de energia elétrica em sua área de concessão. Como resultado, foram identificadas 4.139 irregularidades, entre ligações clandestinas e adulterações em sistemas de medição.
As operações também tiveram desdobramentos na esfera policial. Ao todo, 34 pessoas foram levadas para prestar depoimento em delegacias, com 20 prisões em flagrante e 38 registros de ocorrência.
As irregularidades foram encontradas tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais de grande consumo, como mercados e restaurantes. As ações ocorreram em diversos pontos da capital e da Baixada Fluminense, incluindo bairros como Centro, Irajá, Brás de Pina, Guaratiba e Sepetiba, além de cidades como Nova Iguaçu e Volta Redonda.
Durante o período, a concessionária recuperou 5.712 GWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 28,5 mil residências por um mês. Já no acumulado de 2025 e nos dois primeiros meses de 2026, quase 2.900 ligações clandestinas foram regularizadas e mais de 136 mil instalações irregulares normalizadas, com recuperação total de 240 GWh — energia capaz de atender aproximadamente 80 mil residências ao longo de um ano.
Apesar das ações contínuas, o furto de energia ainda representa um desafio significativo. Segundo a empresa, os prejuízos chegam a cerca de R$ 1,3 bilhão por ano, impactando diretamente os investimentos na rede elétrica e a qualidade do serviço prestado.
A prática ilegal também afeta o fornecimento, já que sobrecarrega transformadores e pode provocar quedas de energia. A estimativa é que, a cada 100 clientes regulares, cerca de 35 realizem algum tipo de furto de energia.
A concessionária reforça que a população pode colaborar no combate a essas práticas por meio de denúncias anônimas, feitas em parceria com o Disque-Denúncia, disponível 24 horas.





Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nós reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.Seja o primeiro a comentar!