A Zona da Mata Mineira enfrenta uma das maiores tragédias naturais dos últimos anos após uma sequência de chuvas intensas que atingem o estado desde o fim de fevereiro. O volume elevado provocou enchentes, deslizamentos de terra e alagamentos em diferentes municípios, com impactos mais severos em Juiz de Fora e Ubá.
Até a manhã de 1º de março, as autoridades confirmaram 72 mortes — sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá. Apenas uma pessoa permanece desaparecida, enquanto equipes de resgate continuam atuando em áreas consideradas de risco.
Destruição e evacuação de moradores
As fortes chuvas fizeram rios transbordarem e provocaram deslizamentos em encostas, resultando na destruição de imóveis e na interdição de vias importantes. Milhares de moradores precisaram deixar suas casas, muitas delas já localizadas em regiões classificadas como vulneráveis.
Em Juiz de Fora, bairros inteiros registraram ruas tomadas por lama, residências soterradas e danos significativos à infraestrutura urbana. Já em Ubá, a cheia do rio que corta a cidade comprometeu pontes e edificações próximas às margens, isolando comunidades e ampliando a necessidade de ações emergenciais.
Mobilização nacional
O governo federal decretou situação de emergência nas áreas atingidas e mobilizou forças de apoio, incluindo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Forças Armadas, para reforçar as operações de resgate e assistência às famílias desabrigadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nas regiões afetadas e afirmou que a União dará suporte à reconstrução das cidades, com medidas voltadas à recuperação de moradias, serviços públicos e apoio financeiro a pequenos comerciantes prejudicados.
Volume de chuva acima da média
Meteorologistas apontam que fevereiro de 2026 foi um dos meses mais chuvosos já registrados em Juiz de Fora, com acumulados superiores a três vezes a média histórica para o período. O cenário climático extremo, aliado à ocupação de áreas suscetíveis a deslizamentos e à deficiência em sistemas de drenagem, agravou os efeitos da tragédia.
Especialistas alertam que o episódio reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura urbana e políticas de prevenção para reduzir riscos em regiões vulneráveis, especialmente diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.





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